A primeira vez que a vi

Conversávamos por mensagem em uma segunda-feira à noite, quando tomei coragem e questionei: “Na quarta à noite, você quer fazer algo comigo?”. Marcamos de ir comer uma pizza — deliciosa, por sinal — mas tenho a impressão de que a presença dela alterou o sabor de tudo (para melhor, claro kkk).

Lembro que acordei muito cedo naquele dia. Eu estava extremamente ansioso, porque ela já me parecia a mulher mais linda do mundo, e a ideia de poder olhar de perto para aquela “obra de arte divina” era, ao mesmo tempo, incrível e aterrorizante.

Naquela manhã de quarta, preparei um buquê para ela com girassóis e umas flores chamadas “mosquitinhos”. Nunca tinha ouvido falar, mas achei fofinhas. Também tentei escrever uma carta explicando o “jeito” dela, mas, sinceramente? Até hoje é algo que eu não sei explicar.

Saí um pouco antes dela, porque queria deixar o buquê pronto para recebê-la. Quando cheguei, olhei umas dez vezes pela janela, até que, em uma hora, tive a certeza absoluta: era ela.

Uau.

Aquele cabelo tão escuro, aquela pele que parecia tão macia… era inconfundível. Quando ela se sentou, conversamos bastante. Ali, vi uma mulher solta, madura; gostei muito da postura dela. A voz soava tão cristalina e precisa que era infinitamente mais bela que a do Bryan Adams cantando Heaven ao fundo.

Lembro de como ela me olhava, mas, para mim, era como encarar uma obra-prima: era difícil não desviar o olhar daqueles olhos. Quando saímos, reparei no All Star branco tão fofo no pé dela, contrastando com o vestido preto de alça que eu acho lindo nos ombros dela. Uau…

Eu não planejava beijá-la naquela noite, mas, ao nos despedirmos, ela me agraciou com um leve toque nos meus lábios. Não vejo a hora de senti-los novamente.

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